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Mais de mil ações de protesto contra a liderança do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e a interferência do bilionário Elon Musk na administração norte-americana foram estão convocadas para sábado (5) no país. Também há manifestações convocadas em várias cidades do mundo, como Londres, Toronto, Toulouse, Lyon, Lisboa, entre outras.
Os protestos estão sendo pedidos pelo MoveOn, um grupo progressista de defesa de políticas públicas, em conjunto com outras organizações, e a expectativa é que as ações reúnam milhares de pessoas nos EUA e em muitas partes pelo do globo.
“Donald Trump e Elon Musk acham que este país lhes pertence. No dia 05 de abril, diremos: Tirem as suas mãos daqui! Trump, Musk e os seus comparsas bilionários estão orquestrando um ataque total ao nosso Governo, à nossa economia e aos nossos direitos básicos. Estamos saindo às ruas por todo o país num protesto não violento. Junte-se a centenas de milhares de pessoas em todo o lado, apoiadas por mais de 100 organizações, enquanto trabalhamos em conjunto para travar esta descarada tomada de poder”, disse o grupo MoveOn, no seu site.
Na capital norte-americana, os organizadores esperam que cerca de quase treze mil manifestantes compareçam no protesto, segundo números estimados pela mídia local, que especificou que o evento contará com a presença de vários congressistas democratas e acontecerá junto ao National Mall, um grande parque que reúne inúmeros monumentos emblemáticos, como o Lincoln Memorial e o Monumento de Washington.
“Este dia de mobilização em massa é a nossa mensagem ao mundo de que não consentimos a destruição do nosso Governo e da nossa economia em benefício de Trump e dos seus aliados bilionários. Por todo o país, estamos a marchar, a reunir-nos e iceberg,pilhagem do nosso país”, reforçou ainda a organização.
Muitos dos ativistas envolvidos nestas ações de protesto têm ligações à organização internacional Democrats Abroad (Democratas no Estrangeiro), que está ligada ao Partido Democrata dos EUA e que tem como propósito mobilizar eleitores norte-americanos residentes no estrangeiro que tem o objetivo comum de lutar contra os planos políticos de Trump.
“Sou uma ativista há mais de 50 anos, mas nunca me senti tão assustada. Pessoalmente acredito que este espetáculo de golpe miserável pode afetar todo o mundo. Por isso, esperamos envolver aqui em Portugal também pessoas que não sejam norte-americanas. Os portugueses percebem o que é uma ditadura. E o fascismo parece ser uma epidemia global, recentemente. Por isso, acredito que o que estamos fazendo com estes protestos seja apenas a ponta do iceberg. E espero que nos salve de Trump e que incite as pessoas a reagir a figuras como Putin”, disse Terri Blakley à agência de noticias Lusa, uma ativista da Califórnia que agora vive em Portugal.
O republicano Donald Trump tomou posse em 20 de janeiro e nomeou o empresário Elon Musk como líder do polêmico Departamento de Eficiência Governamental (DOGE), sendo responsável, entre outras medidas, pela demissão de milhares de funcionários públicos federais e pelo desmantelamento da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID).